terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

10. A ESPERANÇA DO POETA QUE GUARDA



Guarda no peito o poeta
A lamuria,
O choro do artista
A valsa e rima

Guarda no peito o poeta
Uma “coisa” que se acumula
Uma força que imunda
Um ódio que cresce
Uma pétala de margarida

Guarda no peito o poeta
O urro que emudece
A voz que não se escuta
A forma que não se vê
Realidade e fantasia
Guarda no peito o poeta
Seu jeito de ver.

Solta no papel o poeta,
Para quem como ele não vê,
A dor da maioria que finge,
Não sentir, não perceber.

A esperança do poeta é que ao ler,
Eles possam acordar e se reconhecer.
15/05/2007

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